Memorial Descritivo – WebDois

CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC

BIANCA COUTINHO DE REZENDE BRANCALEONE

WebDois

 

SÃO PAULO
2007

 

————————————————————————————–

Memorial Descritivo apresentado ao Centro Universitário SENAC, para a obtenção do Título de Tecnólogo em Design de Multimídia

Orientador: Profa. Lúcia Leão

————————————————————————————–

Agradecimento

Agradeço meus pais Paulo e Rose, simplesmente – e não só – pelo fato de existirem e me fazerem existir – meu irmão Rafael e minha Vó Zilda.
Minha família, meu apoio, minhas bases.
Agradeço todos os professores, por todos os caminhos e portas que abriram á minha formação acadêmica, profissional e principalmente pessoal.
Agradeço meus amigos – de dentro e fora da faculdade – que me suportaram nesse momento e não me deixaram desanimar, Dani, Nufem e os “The Johns”.
Agradeço meu amigo Guilherme (Moskito), por todo apoio, sempre.

—————————————————————————————

Epígrafe

Está em suas mãos, fazer com que tudo o que viveu – tentativas, falsos começos, equívocos, ilusões, paixões, seu amor e sua esperança – reduza-se inteiramente a seu objeto. Este objeto é tornar-se você mesmo uma cadeia necessária de anéis de cultura, e desta necessidade inferir a necessidade na marcha da cultura em geral. Quando seu olhar tiver se tornado forte o bastante para ver o fundo, na escura fonte de seu ser e de seus conhecimentos, talvez também se tornem visíveis para você, no espelho dele, as distantes constelações das culturas vindouras. Você acha que uma vida como essa, com tal objetivo, seria árdua demais, despida de coisas agradáveis? Então não aprendeu ainda que não há mel mais doce que o do conhecimento, e que as nuvens de aflição que pairam acima lhe servirão de úberes, dos quais você há de extrair o leite para seu bálsamo.

Friedrich Nietzsche

—————————————————————————————

Resumo

Esse Trabalho de Conclusão de Curso é um blog multimídia que se utiliza da WWW para discutir e reunir conceitos emergentes de Web 2.0.

O termo Web 2.0 foi criado em 2004 por Tim O’Reilly e desde então foi adotado, usado e abusado por muitos.

Mas afinal, o que é Web 2.0?
Pensando em uma evolução natural das tecnologias, a Web 2.0 seria uma dessas evoluções: internet mais rápida, redes sociais, web como plataforma, usuários gerando e organizando conteúdo – coisas que não aconteciam na chamada Web 1.0 – e mais tantos outros conceitos e tecnologias que ainda não foram e nem serão pontuados tão cedo.

Para acompanhar essas evoluções e tentar compreender, nada melhor que estar dentro dela. A proposta desse trabalho é criar um blog, onde se possa trocar informações e gerar discussões sobre o assunto.

Textos de vários autores, dicas de ferramentas, artigos e opiniões são publicados e ferramentas da própria Web 2.0 foram utilizadas na execução do trabalho – editores de texto online, bookmarks online, redes sociais, agendas online, etc. Usar a Web 2.0 para falar da Web 2.0.

Para completar, esse Memorial Descritivo encontra-se disponível na integra no blog produto desse trabalho, Webdois: http://www.webdois.wordpress.com.

Palavras-Chave: tecnologia, web 2.0, blog

—————————————————————————————

Sumário

Introdução

Justificativa

Objetivo

Projeto
– Pesquisa
– Produção
– Guardando informações levantadas – del.icio.us
– Definição do meio de publicação – Vox Blog e WordPress
– Editor de texto – Writeboard
– Agenda eletrônica – Remember the Milk
– Recebendo informações – Google Reader e Netvibes
– Quase pronto, quase…

Design da Interface
– Headers para o blog Webdois

Discussão

Conclusão

Glossário

Referencias

Anexos

—————————————————————————————

“Com o advento das novas tecnologias de informação e comunicação, a cultura se transforma surpreendentemente. (…) Escrever sobre transformações da atualidade é o grande desafio. Requer uma atitude aberta às mudanças tecnológicas, e, ao mesmo tempo, uma postura crítica.”
Lúcia Leão, 2005, p.09

—————————————————————————————

Introdução

O que é Web 2.0?

Essa é a primeira pergunta que nos vêm a cabeça quando ouvimos uma palavra ou um termo que não conhecemos.

Foi uma pergunta que ouvi muito e em vão tentava responder. Na verdade, não existe uma definição exata do que seja a Web 2.0.
De fato, não é um software, nem um hardware, nem um produto nem uma marca…
Historicamente, o termo foi criado, ou pelo menos popularizado, por Tim O’Reilly em 2004, em uma série de conferências (Web 2.0 Conference) entre a O’Reilly Media e MediaLive International.

Only the Web 2.0 Summit (formerly named Web 2.0 Conference) brings the intelligence, innovation, and leadership of the Internet industry together in one place at one time. The Summit is known for its interactive format, stressing audience interaction and participation. (…) Web 2.0 Summit is brought to you in partnership with O’Reilly Media, Inc. and CMP Technology and moderated by John Battelle, Program Chair, and O’Reilly CEO and founder, Tim O’Reilly
Site Web 2.0 Summit

Em 2000, aconteceu o que se chamou de ‘estouro da bolha pontocom’, quando uma grave crise no mercado da internet quebrou várias empresas. As que ‘sobreviveram’ tinham uma série de características em comum. Características essas que vieram a ser agrupadas e transformadas em alguns dos conceitos que envolvem a Web 2.0.
Podemos dizer então que a Web 2.0 é uma série de conceitos que, juntamente com algumas tecnologias, propiciaram uma ‘evolução’, ou ao menos, uma mudança do que conhecíamos antes como Web.
O trabalho a seguir propõe uma discussão sobre o tema e uma tentativa de compreender melhor o termo – o que tem se desenvolvido e o que vem sendo debatido sobre isso.

—————————————————————————————

Justificativa

Ao perceber o que havia de novo na maneira como nos relacionavamos com a Web – novos recursos, sites, ferramentas – senti a necessidade de ter um espaço (mesmo virtual) onde informações sobre o assunto pudessem ser pesquisadas, de maneira fácil, em uma linguagem que quem não estivesse habituado entendesse e quem já conhece pudesse encontrar novidades, discutir, etc.
O meio encontrado para suprir essa necessidade foi a criação de um blog, onde as informações podem ser editadas e publicadas de maneira fácil e rápida, de forma organizada e com uma ‘estrutura informacional’ já conhecida e popularizada.
Posts em ordem de postagem, possibilidade de se fazer comentários, separação de conteúdos por categorias, links relacionados e etc. tornam a navegação fácil e de forma intuitiva – esses foram os motivos decisivos para criação do produto ‘blog’.

—————————————————————————————

Objetivo

O trabalho tem como objetivo organizar e publicar conteúdos relevantes (textos, vídeos, imagens, áudios) que expliquem e exemplifiquem, ou propriamente ‘sejam’ Web 2.0.
A proposta é fazer uma seleção de textos, imagens e vídeos já pesquisados e, com a autorização dos autores, publicar esses conteúdos no blog – eventualmente escrever opiniões próprias, resenhas sobre ferramentas utilizadas e até mesmo receber conteúdos de outras pessoas para ser publicado no blog.

Não pretendo com esse trabalho definir o que é Web 2.0 ou chegar a alguma conclusão sobre o assunto. Muitos pesquisadores, utilizadores e organizações vêm discutindo o tema e ainda não existe nenhum consenso sobre o que é, se existe, se é uma evolução ou se é apenas um meio de ganhar dinheiro.
Com esse trabalho, pretendo que pessoas comuns tenham acesso a essas informações, essas novas tecnologias e ferramentas, que promovam discussões, tentem entender como funciona e o que pode auxiliar no seu dia a dia, tirando o máximo de proveito do que temos disponível hoje, na maioria das vezes, de graça na web.

—————————————————————————————

Projeto

Pesquisa

Em primeiro lugar, seguem algumas definições do que é a Web 2.0, na opinião de alguns autores:

“Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”
Tim O’Reilly, no blog ‘Radar

“A Web 2.0 é a segunda geração de serviços online e caracteriza-se por potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar os espaços para interação entre os participantes do processo. A Web 2.0 refere-se não apenas a uma combinação de técnicas informáticas (serviços Web, linguagem Ájax, Web syndication, etc), mas também a um determinado período tecnológico, a um conjunto de novas estratégias mercadológicas e a processos de comunicação mediados pelo computador.”
Alex Primo. 2006, p. 01

“Web 2.0 es una forma de entender Internet que, con la ayuda de nuevas herramientas y tecnologías de corte informático, promueve que la organización y el flujo de información dependan del comportamiento de las personas que acceden a ella, permitiéndose a estas no sólo un acceso mucho más fácil y centralizado a los contenidos, sino su propia participación tanto en la clasificación de los mismos como en su propia construcción, mediante herramientas cada vez más fáciles e intuitivas de usar.”
Aníbal de la Torre, 2007

Podemos perceber, com essas afirmações, que existe pelo menos um consenso de que a Web 2.0 é a ligação de pessoas e comunidades, não apenas de computadores e dados, que foi proporcionado graças a evoluções tecnológicas, desenvolvimento de redes, internet de alta velocidade, ferramentas, etc..
Uma das principais críticas à Web 2.0 é de quem defende que tais recursos que proporcionam interações e interatividade já existiam antes da criação do termo, que esses são pilares da internet desde seu início e que foi para isso mesmo que ela foi criada.

“Muitos desenvolvedores e especialistas discordam do termo, do conceito e das idéias envolvendo o termo Web 2.0. Notadamente alegam que o conceito é demasiado extenso, subjetivo, abrangente e vago, não existindo na Web 2.0 nenhuma nova tecnologia, conceitos e/ou idéias. Estes críticos consideram que não existe uma segunda geração de aplicativos web, apenas uma evolução natural, promovida principalmente pelo grande aumento no número de usuários de banda larga e da própria Internet – de aplicativos web de outrora. Para muitos, o termo Web 2.0 não passa de uma jogada de marketing, uma buzzword, arquitetada por empresas e profissionais interessados numa nova rodada de negócios e investimentos de alto risco, (e resultados questionáveis), tal como os que precederam o chamado estouro da bolha.”
Wikipedia

Concordando com algumas das afirmações, o que houve foi uma evolução natural mas, de qualquer forma, é inegável que hoje em dia esses recursos são muito mais difundidos, mais utilizados e de maneira melhor, mais produtiva.
Nada mais justo que nomear essa nova ‘fase’, para que a partir dessa separação, seja possível analisar de forma mais coerente o que tinhamos e o que temos, quais os pontos que evoluiram, o que está melhor e o que está pior.

“As we use the term “dot.com” to reference the early days of the web, Web 2.0 will also be solidified as an era. The web is changing and for better or for worse, the movement has been given its name.”
Ken Yarmosh, Technosight

Da mesma forma é inegável que o termo vem sendo vendido, empurrado e exaltado de maneira exagarada, sendo usado de forma perversa, como puro marketing, ao invés de ser aproveitado e discutido ‘o que’ se pode aproveitar com as novidades que ela trouxe.
O editor do blog Web 2.0 BR fez a pergunta ‘o que é Web 2.0?’ para pessoas envolvidas com o assunto no Brasil, limitando a resposta a 128 caracteres. O que temos são os quotes a seguir:

“Melhor aproveitamento da inteligência coletiva e do poder de processamento da máquina cliente. Poder às pessoas.”
Marco Gomes – co-criador do boo-box

“A Web 2.0 representa a transição para um novo paradigma onde a colaboração ganha força suficiente para concorrer com os meios tradicionais de geração de conteúdo.”
Renato Shirakashi – criador do Rec6

“Mudança ocorrida na vida dos usuários que com a banda larga passam mais tempo on-line e exercem massivamente o potencial interativo da Internet.”
Carlos Nepomuceno – autor do livro Conhecimento em Rede

“Web 2.0 é um buzzword que define conteúdo gerado pelo usuário e com foco no compartilhamento de informações. Tudo regado a AJAX.”
Nando Vieira – criador do spesa

“Web 2.0 é um novo paradigma na utilização e criação de web sites mais participativos e colaborativos.”
Fabio Seixas – criador do Camiseteria

“Web 2.0 é o momento em que o mercado, por força dos usuários, voltou a dar importância para web depois do estouro da bolha.”
Paulo Rodrigo Teixeira – criador do 0BR

“Web 2.0 é o termo usado para identificar uma nova forma de navegar pela internet e, conseqüentemente, de desenvolver aplicações orientadas à esta nova geração de internautas.”
Diego Polo – criador do linkk

“Web 2.0 é como chamamos, depois de uma profunda análise histórica da web, um conjunto de práticas que ao longo dos anos provaram dar resultado.”
Gilberto Jr – criador do Outrolado

“A Web 2.0 aponta para uma mídia popular, independente de grandes corporações, recriada pelos seus próprios usuários.”
Frederick van Amstel – é mestrando em Tecnologia pela UTFPR e edita o blog Usabilidoido

“O registro dos fluxos de conversação entre usuários e o registro destes fluxos ao redor de aplicações.”
Mauro Amaral – editor do CarreiraSolo.org

“Ajax, redes sociais, CGM: as definições mais comuns pra Web 2.0, ou um jeito para se voltar a falar de internet? Para mim nada mudou, tudo evoluiu.”
Michel Lent – sócio-diretor da 10 Minutos

“Web 2.0 é buzzword, é fato que a internet está sofrendo transformações, mas precisamos rotulá-la para que essas mudanças tenham validade? Pra maioria da população mundial, que ainda está offline, essa é a Web 1.0.”
Edney Souza – editor do blog Interney

“Sinaliza uma fase na web onde se pratica a liberdade de falar e ser ouvido. É uma consequência natural do desenvolvimento da internet.”
Vicente Tardin – editor do Webinsider

“Web 2.0 usa a web como plataforma de socialização e interação entre usuários graças ao compartilhamento e criação conjunta de conteúdo.”
Guilherme Felitti – repórter do IDG Now! e mestrando em Web 2.0

“Na web 2.0 não somos mais nômades caçadores-coletores: temos nome, plantamos conteúdo, colhemos conhecimento e criamos novos mundos.”
Rene de Paula Jr – projetos especiais, Yahoo! Brasil e editor do blog Roda e Avisa

“Alguém ouviu falar em TV 2.0 quando as transmissões passaram a ser coloridas ou via satélite?”
Marcelo Sant’Iago – presidente do Conselho Consultivo do IAB Brasil e mantém o blog Poucas e Boas.

—————————————————————————————

Produção

Uma das metodologias desse trabalho foi não só fazer pesquisas e levar em consideração opiniões de terceiros, mas utilizar os próprios aplicativos da Web 2.0 para realizá-lo.

Guardando informações levantadas
Del.icio.us

Image Hosted by ImageShack.us

Uma das primeiras ferramentas utilizadas, antes mesmo do TCC foi o del.icio.us, onde salvo todos os links com material que considero importante – notícias, artigos, etc.. Com meus bookmarks online, posso consultar os links salvos ou adicionar mais links, de qualquer computador.

No del.icio.us, todos os links que guardados são salvos com data, o que me facilitou muito a elaboração da bibliografia do trabalho.
Como o del.icio.us é sua lista de bookmarks online, outras pessoas podem acessar seu enredereço e ver seus favoritos, além de mandar links para outras pessoas através dele mesmo

Image Hosted by ImageShack.us
Figura 1 (acessado em 14.04, às 19:20) – minha página do delicious, dentro da tag TCC (del.icio.us/bibia/TCC)

Definição do meio de publicação do produto
- Vox Blog e WordPress
A idéia inicial era fazer um site, publicando o trabalho e conteúdos levantados.
Com o passar tempo e algumas idéias já amadurecidas, minha orientadora sugeriu que fosse feito um blog. Em um primeiro momento, achei que poderia ficar uma coisa superficial, muito ‘simples’ para um TCC. Já tive outros blogs há tempos atrás – serviços como blig, weblogger, blogspot – todos eles possuíam (ou possuem) uma estrutura bem semelhante, mudando apenas o nome. O serviço é simples, basicamente só postagem de textos e imagens e o HTML aberto para algumas alterações de layout, e ainda assim só alterava quem possuísse um conhecimento mínimo de HTML.
Aceitei a idéia e a sugestão de hospedagem. Comecei a utilizar o VOX Blog (www.vox.com). A organização dos layouts é bem interessante, separando imagem, vídeo ou áudio postados em uma barra lateral, permitindo uma fácil navegação pelas mídias.

Image Hosted by ImageShack.us
Figura 2 (acessado em 18.04 às 23:00) – home do blog hospedado no VOX, na data referida

Explorando mais os recursos oferecidos, algumas coisas deixaram a desejar, como:

- não permitir comentários de usuários que não sejam cadastrados no VOX;
Esse foi um dos principais motivos pelo qual decidi usar outro serviço de blog.
Acredito que um trabalho sobre Web 2.0 não pode ser restrito a interação de uns poucos usuários de um serviço, no caso, somente e pessoas que tivessem cadastro de um blog no VOX. Se alguns dos conceitos da Web 2.0 é o justamente o compartilhamento, interação, usar um serviço como o oferecido pelo VOX seria uma contradição. O que eu pretendo é que pessoas comentem, promovam discussões, dêem sugestões de melhorias, pautas etc. o que eu não aconteceria se continuasse no VOX.

- só permitir classificação dos posts por tags;
Existem alguns tipos diferentes de classificação. Particularmente prefiro a classificação por categorias. Na minha opinião, é mais fácil identificar e selecionar conteúdos. Uma outra sugestão, que creio ser a melhor, seria que fosse possível usar a classificação por tags e por categorias (a exemplo do del.icio.us, com sua classificação dos bookmarks por tags e a classificação das tags com as bundle tags).

- restrições para modificar a disposição das informações no layout.
Não existe nenhum lugar na página de administração do blog que permita que sejam alteradas informações que já estão como padrão, como meu nome, e-mail cadastrado, etc.

- pouca divulgação do domínio no Brasil

Depois da experiência com o VOX, decidi mudar para um serviço que eu já conhecia há alguns meses e tinha cadastro de um blog pessoal, o WordPress.
Explorando mais os recursos descobri muitas ferramentas que seriam úteis e que se encaixavam perfeitamente nas minhas necessidades, como:

- comentário de qualquer visitante;
Desde que o visitante coloque um nome e um e-mail (se quiser, existe um campo para colocar um web site também), qualquer um pode comentar nos posts.

Image Hosted by ImageShack.usFigura 3 – caixa de comentário – as informações pedidas para que se deixe um comentário em um post: Nome e e-mail (que não será publicado) são obrigatórios. Com a obrigatoriedade de deixar o e-mail, o comentário pode ser respondido diretamente á quem comentou.

- classificação dos posts por categorias;
Como já dito anteriormente, prefiro separar conteúdos dessa maneira.

- liberdade de alteração de layouts/estrutura
Existem vários layouts padrão e, dentro desses padrões, é possível alterar as informações na barra lateral (ou nas barras laterais, dependendo do layout).
Dentro no WordPress existem possibilidades como colocar um campo ‘pesquisar’, caixas de texto, classificar links de acordo com sua vontade, agregar outros serviços como del.icio.us, box.net, meebo, calendário onde os dias em que algum post foi publicado viram links para a fácil localização de posts, etc.

- divulgação
Apesar de ainda não ser um domínio tão popular no Brasil, o WordPress já conta com mais de 1.011.000 blogs registrados (número referente ao dia 27.05 às 14:30).
Além desses recursos, outros vários me fizeram definitivamente optar pelo registro WEBDOIS no domínio WordPress, tais como: possibilidade de verificar quantas pessoas acessarem o blog, de onde elas vieram, em quais links clicaram no meu blog, quais os posts mais vistos (informações importantes para que, baseada desses dados, eu possa buscar infornações cada vez mais relevantes para publicar).
Alguns outros recursos interessantes são: poder importar e exportar todo conteúdo do blog, inclusive comentários; importar um CSS para ser usado no blog; convidar outras pessoas para postar, como um blog comunitário (esse recurso já era explorado em serviços como weblogger e blogspot), etc.

Image Hosted by ImageShack.us
Figura 4 (acessado 06.05 às 13:15) – o campo Referrers permite que eu veja onde um visitante clicou que redirecionou para o blog. Nesse caso, um professor colocou em uma comunidade do Orkut o link de um dos posts.

Figura 5 (acessado em 06.05 às 14:20) – Página principal que das estatísticas do blog.

Figura 6 (acessado em 05.05 às 14:25) – gráfico do WordPress que me mostra, quantas pessoas leram algum post a partir de um feed. O gráfico de barras abaixo mostra como esses posts foram lidos (agregadores, brownsers, outros).

Figura 7 (acessado em 06.05 às 13:15) – o Search Engine Terms mostra quais os termos que as pessoas procuraram em sites de busca e que retornou o blog.

Editor de Texto
- Writeboard
Como uma das propostas do trabalho é utilizar os recursos da Web 2.0, fiz cadastro em alguns serviços e pretendia usar todos os possíveis, os que realmente pudessem me ajudar com a elaboração do trabalho. Um deses casos foi o Writeboard.

Fiz cadastro, mas não sabia exatamente em que ele podia me ser útil. Eu poderia simplesmente ter um arquivo salvo no meu pendrive, e editar sempre que possível, ou mandar por e-mail um arquivo novo sempre que o atualizasse – o que fiz por algum tempo. Até que um dia decidi passar esse conteúdo, que eu mantia em vários ‘lugares’, como e-mail e pendrive, todo para o Writeboard.
Hoje, em qualquer lugar que eu esteja, basta entrar no link específico do meu texto no Writeboard e edita-lo.

Algumas das vantagens é poder convidar pessoas a acessar meu texto – o que fiz com minha orientadora, alguns professors e amigos, que podem acompanhar de perto as evoluções do assunto, assim como editar e fazer comentários.
Uma outra ferramenta interessante é poder comparar textos de edições diferentes. Por exemplo, se editei um texto ontem e salvei um novo hoje, posso comparar os dois textos e ele me mostra as diferenças entre um e outro.

Figura 8 (acessado em 14.04, às 19:15) – home do Writeboard com o texto do TCC

Agenda Eletrônica
Remember the milk
Esse é um dos sites de serviço que fiz cadastro, mas não utilizei muito, Remember the Milk. Funciona como uma agenda on-line. Pelo que percebi, é bem completo, você pode definir seus deveres ou suas coisas a fazer durante o dia, que ele até envia e-mail para lembra-lo. Para minhas necessidades, esse era um serviço que não interessava muito, por não combinar com meu estilo de trabalho.
Para trabalhos em grupo, ele pode ser de grande valia, pois pode-se compartilhar sua lista de tarefas, adicionar eventos em sua agenda de qualquer lugar (é possível mandar um e-mail do celular para registar um evento) e até usar serviços de mapas online para marcar onde suas tarefas terão que ser realizadas (reuniões, encontros, etc.)

Recebendo informações
Google Reader e Netvibes
A quantidade de informações produzidas e publicadas hoje são quase incomensuráveis, principalmente quando de trata de internet. Sites de jornais, portais e muitos blogs sendo criados todos os dias trazem diversos tipos de informações, algumas relevantes, outras nem tanto. E nesse mar de informações, descobri o recurso do RSS, onde você ‘assina’ o feed de um site e qualquer atualização feita, você não precisa ir ao site para ver, pois seu ‘agregador’ recebe essa atualização. Em um primeiro momento, baixei um programa para receber tais informações, mas não gostei. Depois me recomendaram o Google Reader.

Figura 9 (acessado em 06.05 às 14:40) – Google Reader trazendo as últimas atualizações do blog Mas Que Loucura. O serviço me mostra os posts completos, não sendo necessário ir até a página para ler o que foi publicado.
Depois de pouco tempo usando o Google Reader, me recomendaram o NetVibes.

Figura 10 (acessado em 14.04 às 19:15) – minha home do NetVibes. Aqui posso ver minha caixa de entrada de e-mail, previsão do tempo, minhas anotações, listas de coisas a fazer, etc. Depois de cadastrado, os usuários podem organizar suas páginas como quiserem.
O NetVibes, além de agregador, possuí várias outras funções. Hoje o utilizo como página inicial, pois por ele vejo se tenho e-mails novos no Gmail (o serviço também pode ser usado por usuários do Yahoo! Mail, Hotmail, AOL e .Mac), previsão do tempo, calendário, meu ‘post-it’, meu del.icio.us, minha to-do list e minha caixa de armazenamento on-line pelo box.net. Além do mais, essa página é completamente personalizável. Existe uma lista de ‘contents’ pré definidos e tantos outros que se pode adicionar.

Figura 11 (acessado em 06.05 às 14:50) – lista de ‘contents’ já disponíveis no NetVibes – basta clicar e arrastar para a área ao lado para começar a utilizar os serviços

Em outra aba, recedo meus feeds de sites de tecnologia.

Figura 12 (acessado em 14.04 às 19:15) – Possibilidade de criar abas para separar conteúdos. Essa é uma janela que mostra todos meus feeds cadastrados sobre tecnologia. Últimos posts de blogs como fechaTAG, GigaBlog do UOL e Gui Leite são atualizados assim que publicados.

Dessa forma, não preciso mais entrar em vários sites para ver as atualizações. Basicamente, não vou atrás das informações, elas vem até mim – e o melhor, não é qualquer informação, são conteúdos de sites que eu escolhi, conteúdos realmente relevantes.

Figura 13 (acessado em 06.05 às 15:05) – ao clicar no título de um dos posts mostrados na imagem anterior, abre-se uma janela onde me mostra o post completo (se assim estiver configurado o blog/site cadastrado), e uma lista com os posts mais antigos ou mais recentes. Na imagem, um post do blog do Google, o Google Underground, e na esquerda, os títulos de outros posts do mesmo blog.

Quase pronto, quase…
Depois de conteúdos levantados e um blog criado, faltava ainda publicar.
Para não ter problemas com questões de autoria, no começo de cada texto cito o site de onde o material foi retirado, com link direto para o mesmo e o nome do autor.

Um dia recebi um comentário, de um dos autores, pedindo que retirasse o texto dele do blog. Respondi dizendo que era um trabalho acadêmico e que o texto dele tinha conteúdo relevante para minha pesquisa. Ele respondeu meu e-mail, mais gentil dessa vez, dizendo que não importa se é com intenções acadêmicas ou não, que eu simplesmente não podia copiar textos de terceiros na íntegra, mesmo citando a fonte, pois isso acarreta problemas de indexação em ferramentas de busca e etc. Ele permitiu que eu utilizasse trechos que eu considerasse importante, e colocasse um link para o artigo no site dele.

Depois do ocorrido, pesquisei nos sites que usei como fonte (existe um campo no blog escrito FONTE, onde ‘linko’ todos os sites onde pego informações) quais eram as leis de distribuição dos mesmos, descobri que alguns utilizam licença do Creative Commons, que é um tipo de licença que permite que o autor da obra defina como ela poderá ser utilizada. Ex.: obra de domínio público, alguns direitos reservados, reprodução desde que não se altere o conteúdo, etc; outros, hospedados em provedoras grandes, como a Globo.com ou Terra, trabalham com ‘Todos os Direitos Reservados’, e alguns outros simplesmente não informam nada.

Para evitar maiores problemas, não publico mais nenhum texto na íntegra. Sites como da UOL, permitem que se publique o título e um parágrafo, e depois link para a matéria em si.
Para as matérias da UOL, estou publicando dessa maneira, de outros sites ou autores, coloco no máximo 4 ou 5 parágrafos dos textos.

Outras ferramentas/serviços
Alguns outros recursos explorandos são ferramentas como o Technorati, onde posso divulgar meu blog e procurar outros blogs e o FeedBurner, onde tenho estatísticas mais detalhadas de pessoas que assinam meus feeds.

Design da Interface
As imagens que serão colocadas no blog dependerão do tema post. Sendo assim, não é possível definir exatamente a linguagem das imagens postadas.
De uma forma geral, serão postados screenshots de sites, fotos de pessoas que tenham alguma relação com o post, capa de algum livro, imagem de um site citado no post, etc.
A estrutura do blog:

Figura 14 – Esquema de disposição dos conteúdos no blog

HEADERS para o blog Webdois

Header atual. Conteúdos disponíveis on-line precisam de um meio para serem visualizados, no caso, um browser.
Essa imagem é o detalhe de um browser, Internet Explorer provavelmente. O espaço em azul acima foi aproveitado para colocar o nome no blog, com uma fonte que lembra LEDs e, abaixo, na barra de título, o subtítulo explicativo do blog – com arial e sem nenhum tipo de anti-alising – assim como acontece com os textos na internet.
Essa imagem segue o esquema padrão de sites de tecnologia em geral, azul, cinza e branco. No blog, o texto está com essas mesmas cores.
Não existe uma opção da escolha fonte (as fontes são específicas para cada ‘layout base’ escolhido). A fonte do layout base é a arial – fonte bastante utilizada devido a sua boa visualização para leitura em monitores.

Outras opções:

Opção 1: a imagem lembra uma placa de circuito integrado, remete a tecnologia geral. O título do blog foi feito de maneira que parecesse com essas luzes que se encontram na imagem, buscando as cores mais próximas possíveis.

Opção 2: a imagem original são os computadores ligados a direita, que passam a idéia de rede – um dos conceitos mais importantes e necessários da Web.
A fonte do título do blog, como ‘hastes finas’, fazem lembrar fios.

Opção 3: as palavras na imagem já dizem muito – internet, technology, network (que está incompleta), e WEB, que está em destaque, assim como os números ‘2’ no tabuleiro.
A fonte usada do subtítulo, serifada, traz uma intenção mais séria (assim como a cor marrom), e o jogo de tabuleiro, um contexto fora dessa realidade ‘digital’, que gera um contraste.

Opção 4: a imagem de um mapa, com pessoas e fios remetem a ligação, que é o que a WEB no geral é: uma rede, ligações entre diversas pessoas/computadores de todos os lugares do mundo. A maneira com que foi escrito o nome do blog, é uma tendência de logos da web 2.0, o reflexo, o degrade e a cor.

Opção 5: a imagem é uma parte de uma placa de circuito integrado, bem ampliada.

—————————————————————————————

Discussão

Mas, como em tudo no mundo, sempre existe as pessoas contra, as a favor, as indecisas e as que preferem analisar e entender realmente o que acontece. Como já citado no início do trabalho “Escrever sobre transformações da atualidade é o grande desafio. Requer uma atitude aberta às mudanças tecnológicas, e, ao mesmo tempo, uma postura crítica.” (Lúcia Leão, 2005, p.09)

Sem dúvida, para as pessoas que já estão no ‘meio’ tecnológico, a Web 2.0 é um sucesso – amada por muitos, odiada por tantos outros, mas dificilmente analisada sensatamente.
Muitos alegam que ela não existe, outros dizem que alguns se aproveitam para ganhar dinheiro, outros que as ferramentas ditas 2.0, sempre existiram.

Acredito que todas as afirmações tem um fundo de verdade se bem analisadas, mas acredito mais ainda que essas pessoas deveriam deixar de serem passionais e realmente tentar entender o que acontece.
Quando comecei a pesquisar mais a fundo sobre o assunto, me disseram que eu já ‘havia sido engolida pela Web 2.0’. Apesar de acreditar que ela seja uma coisa boa para todos, eu precisava não me tornar mais uma ‘devota’ e tentar entender o porque pessoas não acreditavam, não gostavam, fazer uma analise crítica, ver o que realmente é bom e o que não é, quais as idéias que visam mesmo atingir os ideais propostos nos conceitos da Web 2.0, quais tentam apenas se aproveitar desse meio e das pessoas que acreditam e colaboram com ele.

Antes de uma discussão se existe ou não, se é revolução ou evolução ou não mudou em nada a web, ou se as pessoas simplesmente ‘engolem’ o que lhes é jogado como ‘produtos’, é necessário se discutir o tema, tornar pauta, analisando sempre. Não é possível apenas defender com unhas e dentes nem criticar a quem acredita e dizendo que o que existe hoje é lixo e que nada mudou.
Vejamos um exemplos de discurso crítico á Web 2.0:

“Para começar, o que exatamente é Web 2.0? Existem mil e uma definições, basta inventar uma (qualquer papagaiada ou buzzword será bem vinda), eu mesmo já “teorizei” sobre o tema. Das explicações que se esforçam para serem sérias, todas trazem um punhado padrão de “regras” para a Web 2.0 (“se você não seguir estas regras, seu site ou sua empresa não será Web 2.0”…). O problema é que ao surgirem novas idéias (ou repaginações) estas são imediatamente jogadas no mesmo saco de “coisas” da Web 2.0, sem qualquer escrutínio, dando a impressão que a tal Web 2.0 é simplesmente um nome que se dá para qualquer coisa que funcione (mesmo que não “funcione”, não dê lucros operacionais – vide YouTube), que seja popular (consiga atrair e reter um bom número de usuários, mesmo que estes sejam formados quase que exclusivamente por adolescentes ávidos por diversão e entretenimento digital de consumo rápido) ou “nova” (mesmo que não seja tão nova assim) na Internet. A coisa é mais ou menos assim: se é pop, então é Web 2.0.
A Web 2.0 não trouxe nada de novo em termos de tecnologia e de idéias, tal como mostrarei mais adiante com alguns exemplos e fatos. A Web 2.0 não é uma mudança tão expressiva ou revolucionária como dizem (e vendem – ah sim, não se iluda, tem muita gente fazendo dinheiro em consultoria com essa nova hype) por aí. Para mim a Web 2.0 poderia ser resumida numa equação bastante simples:

A “VELHA” INTERNET * AUMENTO NO NÚMERO DE USUÁRIOS = WEB 2.0”

Alex Hubner, 2007

Em resposta a esse texto temos:

“Ensine a alguém que se se ele utilizar certas ferramentas em conjunto ele obterá um resultado melhor, e você proverá evolução, independente da já existência da possibilidade daquilo ser feito (nasceu de uma idéia afinal). O fomento do conceito de utilização dessa nova idéia pode gerar milhares de outras idéias, dependendo do escopo de aplicação do objeto. Agora, propague essa evolução para toda uma comunidade e você obterá uma revolução, exponenciando o fenômeno do fomento de idéias e utilizações.
A web 2.0 hoje pode não ser tecnologicamente falando algo novo de fato. Mas o fomento de suas idéias de paradigmas, baseado nas convergências de tecnologias andando de mãos dadas a utilidade das aplicações, pode gerar uma tecnologia totalmente nova amanhã, coisa que seria impossível com a cabeça 1.0 de outrora. A visibilidade da web 2.0 foi um passo importante no fato de propagar uma nova visão da web.”

Leo Hackin, 2007

Como podemos ver, o assunto está longe de se chegar a um ponto final. De fato, o nome que se dá, ou pontuar exatamente quando se deu essa evolução não importa tanto. Henrique Pereira, em seu texto Designing for Web 2.0 atinge o ponto exato que devemos discutir:

“O conceito de lidar com a web mudou. A informação cresceu de forma assustadora e deixou de estar centralizada fragmentando-se em milhares de sites e blogs que hoje detêm o conteúdo relevante da web. Ela deixou também de ser um aglomerado de documentos e se transformou em uma rede de dados e informação. Ainda existe a porcaria e o inútil? Claro que sim, e provavelmente continuará a existir, mas a informação relevante está mais acessível e em um número milhares de vezes maior do que antes. O conceito de web 2 surge quando o comportamento de quem usa e de quem cria a web se altera de forma drástica com o advento dos agregadores de Feeds, web services, onde os dados podem ser acessíveis por SOAP (Simple Object Access Protocol) e outras tecnologias, APIS (Application Programming Interface), Serviços como Google Maps, Sistemas VoIP, Podcasters, Flickr, Del.cio.us, FeedBurner, acesso por celulares, palm-tops e dezenas de outros serviços e produtos e coisas que estão caracterizando esta nova maneira de lidar com a informação. Interfaces como estas mudaram a maneira com que nós acessamos, armazenamos e compartilhamos a informação. Este é o ponto. Por isso que todos estão chamando a web 2 de “a web como plataforma”.
Henrique C. Pereira, 2006

Deixo aqui um dos meus últimos posts no blog, onde mostro um dos pontos que tenho discutido ultimamente:

Falem bem ou falem mal, mas falem coisas úteis sobre Web 2.0

Já li bastante sobre Web 2.0 – bastante, não muito ou ainda o suficiente. Mas posso dizer que ás vezes é de se ficar com raiva do tanto que falam e nada resovem. Bater na mesma tecla, se existiam ou não as ferramentas, se é preciso ou não dar nome, se é evolução ou não… é legal falar sobre essas coisas, todos os pontos precisam ser analisados e discutidos – mas não serem tomados como temas principais de uma discussão que é MUITO maior.

Acredito que o que existe é muita especulação sobre o assunto – tanto contra como a favor – mas conteúdo de relevância mesmo, muito pouco. Se é hype falar que é legal, vem se tornando muito mais hype falar mal e causar polêmica, mas definitivamente, não agregar nenhum valor ao assunto.

Durante as pesquisas, fiquei surpresa com o tanto de bons conteúdos em espanhol e português de Portugal. Em Portugal até houve um encontro em Outubro de 2006, para a discussão de Weblogs, no âmbito da educação, jornalismo, cidadania, etc. Isso é discutir seriamente, discutir aplicações do que temos, não discutir quem inventou o que quando…

Se procura conteúdos e discussões sérias sobre o assunto, recomendo textos acadêmicos, como ‘O aspecto relacional das interações na Web 2.0′ , de Alex Primo – direto, sem ‘EU ACHO QUE’, ou coisas do gênero ‘QUANDO EU COMEÇEI A USAR INTERNET’… Revistas querem vender e muitos (não todos) blogs querem visitas. Professores e pessoas que se dedicam seriamente ao tema pesquisam, buscam dados, referências e resultados, não escrevem por ‘achismos’ e/ou experiências próprias.

Se quiser escrever suas opiniões, muito legal, a internet está ai pra isso, compartilhar, democracia. Mas não acredite que sua opinião seja verdade absoluta, veja outras opiniões, esteja aberto e sem passionalidades.

Confesso que no inicio, até fiquei deslumbrada, achando nova maravilha da Internet, mas lendo, descobrimos que não existe um único lado, uma única verdade.
Se você realmente se interessa pelo tema, não se deixe levar por opiniões somente contra, ou a favor, ou quem inventou, quando, onde. Veja o que temos disponível, use, explore, tire suas conclusões, depois as mude, e mude de novo. A história do ‘beta perpétuo’ da Web 2.0… Pense que SOMOS o beta perpétuo, ou você acha que já chegou na sua versão final?

Só lembrando Mário Quintana:

Da Contradição
‘Se te contradisseste e acusam-ti…sorri.
Pois nada houve, em realidade.
Teu pensamento é que chegou, por si,
Ao outro pólo da verdade…’

—————————————————————————————

Conclusão

“Design é a base de toda atividade humana.
Planejar e programar qualquer ato direcionado-o a uma meta desejada e prevista, se constitui num processo de design.”

“ Design é o esforço consciente para estabelecer uma ordem significativa”
(Papanek apud Freitas)

Seguindo esse pensamento de Papanek, posso dizer que segui um processo atribuído ao design: identifiquei um problema a ser solucionado – trazer a discussão a ‘evolução digital’ chamada Web 2.0.
Como melhor saída, planejei a criação de um blog, que é uma ferramenta de fácil edição, publicação, divulgação e acesso. Publiquei textos meus e de terceiros que explicam o que é, e o que pode ser feito com tal recurso.

A meta era ter acesso de pessoas que não conhecessem e desejassem saber mais sobre o assunto e pessoas que já conhecessem e quisessem debater, dar sugestões.
Meu intuito era realmente organizar informações sobre Web 2.0, um ‘esforço consciente para estabelecer uma ordem significativa’.
Se um dos intuítos de se fazer um Trabalho de Conclusão de Curso é se envolver em um tema, se aprofundar, pesquisar e conhecer, estou satisfeita com o meu trabalho.

“Só tem convicções aquele que não aprofundou nada.”
Cioram

Acredito que essa afirmação seja completamente verdadeira. Quanto mais leio sobre o assunto, mais quero entender, pesquisar e conhecer mais. Pretendo utilizar esse trabalho como início de uma pesquisa mais completa, para uma iniciação de mestrado talvez.
Durante o processo todo de elaboração, quando conhecia ferramentas ou aprendia um conceito novo, procurava sempre partilhar, debater sobre essas novas descobertas, e ficava completamente satisfeita que talvez uma dica de site, serviço, uma explicação de alguma coisa que havia acabado de aprender podia ajudar alguém.

Acredito que os conceitos que envolvem a Web 2.0, como compartilhamento, colaboração sejam realmente saídas para se viver melhor, levar esses conceitos para o dia a dia, extender essa idéia do virtual para o real. Compartilhar conhecimentos, idéias, experiências, tornar mais ricas as nossas próprias experiências a partir de experiências de terceiros.
Pretendo continuar a atualizar o blog, manter contato com os autores dos textos utilizados e aprender e entender mais sobre o assunto. Definitivamente ainda existe muito a se discutir, e muitos outros assuntos envolvidos à Web 2.0 que eu gostaria de colocar em pauta nesse trabalho, mas infelizmente não seria possível se discutir no período de tempo da realização desse TCC.
Posso dizer, com toda certeza, que não teria terminado esse trabalho antes dos últimos dias possíveis de entrega do mesmo – todos os dias, quanto mais eu leio textos, críticas e descubro novas ferramentas, uma idéia nova e um novo conceito me vem a cabeça. Hoje posso até mesmo afirmar que tenho mais dúvidas do que tinha antes sobre o tema, mas com a diferença de que agora eu sei quais são as dúvidas, tenho um posicionamento quanto ao assunto e posso discutir com mais propriedade – sempre aberta a novas idéias e conceitos.

—————————————————————————————

Glossário

Blog: Um weblog, blog ou blogue é uma página da Web cujas atualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Estes posts podem ou não pertencer ao mesmo gênero de escrita, referir-se ao mesmo assunto ou ter sido escritos pela mesma pessoa.
Os sistemas de criação e edição de blogs são muito atrativos pelas facilidades que oferecem, pois dispensam o conhecimento de HTML, o que atrai pessoas a criá-los.
Wikipedia
Post: Post (v.) significa “Postar” (equiv. ao inglês post). Sua forma substantivada, “postagem”, refere-se a uma entrada de um texto num weblog/blog. As postagens são organizadas de forma cronologicamente inversa na página, de forma que as informações mais atualizadas aparecem primeiro.
Wikipedia
RSS: O RSS (Real Simple Syndication) é um sistema de assinaturas no qual o internauta pode escolher que informações quer receber automaticamente em seu software agregador. Em vez de visitar blogs, portais ou buscar por novos podcasts13, este programa faz o download de todos os conteúdos “assinados” que foram publicados recentemente. Esse recurso (uma forma de clipping contínuo e automatizado) facilita a atualização do internauta sobre assuntos que lhe interessam, reunindo todas as mensagens em um mesmo local para consulta no momento que mais lhe convier. (Primo. A, p. 03)
Feed: O termo Feed vem do verbo em inglês “alimentar”. Na internet, este sistema também é conhecido como “RSS Feeds” (RDF Site Summary) que é o padrão definido pela W3C.org para denominar os arquivos de agregamento de conteúdo. Na realidade são listas de atualização de conteúdo de um determinado site.
Wikipedia
Agregador: Os agregadores são programas que organizam as informações que são vistas de forma final pelo usuário. Tais programas são receptores de RSS Feed, uma tecnologia que permite a distribuição/recebimento de conteúdo (texto, som, vídeo) sem a necessidade de acessar um website para poder recebê-lo.
Wikipedia

—————————————————————————————

Refêrencias

Bitácora de Aníbal de la Torre – Conceptos clave en la Web 2.0
Disponível em: http://www.adelat.org/index.php?title=conceptos_clave_en_la_web_2_0_i&more=1&c=1&tb=1&pb=1
Acessado em: 01 de junho do 2007 às 18:30

Bitácora de Aníbal de la Torre – Definición de Web 2.0
Disponível em:
http://www.adelat.org/index.php?title=conceptos_clave_en_la_web_2_0_y_iii&more=1&c=1&tb=1&pb=1
Acessado em: 01 de junho de 2007 às 18:20

CFGIGOLO – Críticas à web 2.0
Disponível em: http://www.cfgigolo.com/archives/2007/01/criticas_a_web_20.html
Acessado em: 03 de junho de 2007 às 15:15

Creative Commons BR
Disponível em: http://www.creativecommons.org.br/
Acessado em: 02 de junho de 2007 às 14:10

Diário de Notícias – Os esquívocos da admirável nova web
Disponível em: http://dn.sapo.pt/2006/12/30/editorial/os_equivocos_admiravel_nova_web.html
Acessado em: 06 de junho de 2007 às 16:55

ELENA, Maria e OTILIA, Maria. Para Escrever Bem. São Paulo, Manole, 2002

PRIMO, A.. O aspecto relacional das interações na Web 2.0. In: XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2006, Brasília. Anais, 2006. – http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/web2.pdf

Leo Hackin 0.1 a eternamente beta – Cabeça 2.0
Disponível em: http://www.leohackin.com.br/index.php?post=49
Acessado em: 5 de junho de 2007 às 13:50

Revista INFO Exame – Editora Abril, Maio 2007

Technosight – Call it what you want, the Web is Changing
Disponível em:
http://www.technosight.com/call-it-what-you-want-the-web-is-changing/
Acessado em: 06 de junho de 2007 às 19:10

Web 2.0 no Brasil
Disponível em: http://web2brasil.blogspot.com/
Acessado em: 03 de junho de 2007 às 16:45

Web 2.0 Conference
Disponível em: http://www.web2con.com/
Acessado em: 06 de junho de 2007 às 18:30

Wikipédia – BLOG
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog
Acessado em: 09 de maio de 2007 às 16:00

Wikipédia – Categoria Web 2.0
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Web_2.0
Acessado em: 09 de maio de 2007 às 15:40

Wikipedia – Internet
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet
Acessado em: 12 de maio às 23:30

Wikipédia – Netvibes
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Netvibes
Acessado em: 10 de maio de 2007 às 02:30

Wikipédia – RSS
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rss
Acessado em: 10 de maio de 2007 às 3:10

Wikipédia – Web
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Web
Acessado em: 12 de maio de 2007 às 17:45
Durante os meses de pesquisa sobre o tema, muitos sites foram visitados.
Para uma lista de referências, acesse o link do meu delicious: del.icio.us/bibia/tcc

—————————————————————————————

Anexos
Modelo de pedido de autorização dos textos para serem publicados no blog:

São Paulo, 00 de maio de 2007

Prezados Srs.,

Sirvo-me da presente para solicitar que seja autorizado o uso de trechos de textos referentes a Web 2.0 publicados no site intitulado ‘Nome do site’ (http://www.endereçodosite.com.br), para que faça parte integrante de meu Trabalho de Conclusão de Curso, cujo título é WebDois. Referido trabalho será apresentado no formato blog para cumprir as exigências a obtenção do título de Tecnólogo em Design de Multimídia do Centro Universitário do SENAC – SP.
Esclareço que serão concedidos os devidos créditos ao autor do texto, com link para seu site e para o texto original. Referido trabalho passará a compor portfolio pessoal podendo ainda participar de festivais relacionados ao tema, sendo certo que não será feito uso comercial deste material. Ao término do desenvolvimento deste projeto enviarei a V.Sa. link do material para seu conhecimento.
Agradecendo desde já a atenção, coloco-me à disposição para esclarecimentos e aguardo breve retorno.

Atenciosamente

De acordo:

___________________________
Autorizo

___________________________
Bianca C. de R. Brancaleone

Contatos
e-mail:
Tel.: (11)
Fax: (11)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: